Reciclagem do lixo começa em casa
Para grande parte da população, o
problema do lixo só existe quando há interrupção na coleta da cidade. As
pessoas só se preocupam com seus dejetos quando seu próprio lixo fica
apodrecendo na frente de casa, causando mau cheiro e atraindo insetos.
Porém, é importante ressaltar que o problema do lixo é muito maior.
Mesmo quando a coleta funciona, ele não desaparece. É apenas levado para
outro local, onde precisa receber tratamento adequado para evitar danos
maiores à nossa saúde e ao meio-ambiente.
O lixo que geramos hoje é composto por muitas embalagens de plástico,
caixas de papel, isopor e latas - materiais que a natureza não consegue
decompor, mas que podem ser reciclados e reutilizados, diminuindo assim
o impacto ambiental. Mas a realidade, infelizmente, é bem diferente do
ideal. Na cidade de São Paulo, por exemplo, são descartadas 15.000
toneladas de lixo por dia, mas só 1% desse montante é reciclado.
Essa situação não pode continuar e muito menos se agravar. É preciso que
façamos a nossa parte, que modifiquemos alguns de nossos hábitos. E essa
mudança tem que partir de todas as esferas sociais, através de uma
educação ambiental ensinada dentro de casa. Por exemplo: se a filha
observa a mãe jogando o óleo que restou da fritura no ralo da pia da
cozinha, provavelmente seguirá o mesmo exemplo mais adiante. Ou, se um
menino nunca teve que separar seu lixo quando criança, provavelmente não
levará essa prática para o seu lar depois de casado.
Mude, separe o lixo que for reciclável do orgânico e, caso na sua rua
não tenha coleta seletiva, leve o que pode ser reutilizado até os pontos
de coleta. Hoje, muitas redes de supermercado já oferecem esse serviço.
Faça o mesmo com o óleo de cozinha. Informe-se, entre em contato com as
instituições que fazem reciclagem, divulgue suas iniciativas para a
vizinhança e para o bairro onde você mora. Mudar não é fácil, exige
determinação e pode ser trabalhoso, mas o resultado é compensador.
Vanessa Damo é deputada estadual (PV-SP),
pós-graduada em gestão ambiental.
Fonte: Vanessa Damo (Revista Meio Filtrante) |
 



|