BNDES vai financiar reciclagem de lixo
O Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) vai abrir linha de crédito no valor de R$ 225
milhões para financiar projetos de reciclagem em todo o país. O anúncio
da liberação dos recursos foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, durante o programa semanal de rádio Café com o Presidente. Lula
afirmou ainda que os recursos, com promessa de liberação para os
próximos dois anos, serão usados pelas cooperativas de catadores de
papel na construção de galpões de tratamento de resíduos.
O presidente também fez um apelo para que as prefeituras ajudem os
catadores a criar cooperativas, em vez de incentivar iniciativas
empresariais no setor. "Quero fazer um apelo aos prefeitos do Brasil
inteiro, para que ajudem a organizá-los. Se por acaso um prefeito
qualquer resolver tirar 200, 300 pessoas que estão na catação para
colocar um empresário, o que vai acontecer? Em vez de dar salário para
300 pessoas, você dá lucro para apenas uma”, disse Lula.
O projeto de lei que regulamenta a atividade de catador de material
reciclável, enviado ao Congresso Nacional pelo governo federal, foi alvo
de comentários do presidente. “Espero que essa lei seja aprovada logo”,
afirmou Lula, que ainda destacou outra iniciativa para melhorar as
condições de trabalho dos catadores: a compra de carrinhos elétricos que
os auxiliem no trabalho de coleta, em substituição aos pesados carrinhos
puxados hoje por eles nas ruas das principais cidades do país.
Entretanto, o presidente não especificou em quanto tempo os catadores
terão acesso a esse tipo de veículo. Protótipos da novidade foram
apresentados em Belo Horizonte, no ano passado, durante o Festival de
Lixo e Cidadania, que contou com a presença de Lula.
Exemplo mineiro
A criação de cooperativas de catadores, incentivada pelo presidente da
República, já é realidade em várias cidades do país, entre elas Belo
Horizonte, onde funciona a Associação dos Catadores de Papel, Papelão e
Material Reaproveitável (Asmare), que hoje tem cerca de 250 associados.
A Asmare foi fundada em maio de 1990 e hoje recolhe por mês, nas ruas da
capital, cerca de 450 toneladas de material reciclável. Esse material é
levado pelos catadores ao galpão de triagem e estocagem, onde é separado
e vendido para as empresas que trabalham com material reciclado. A
Asmare atua em convênio com a Prefeitura de Belo Horizonte.
Fonte: Estado de Minas |
 



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